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Câmara do Porto aprova recomendação para adiar eleições presidenciais

A Câmara do Porto aprovou, na manhã desta segunda-feira, uma recomendação para o adiamento da eleições presidenciais, marcadas para 24 de janeiro. Durante a reunião de Executivo, Rui Moreira deixou críticas à Direção Geral de Saúde.

A proposta, apresentada pelo presidente da Câmara do Porto, foi aprovada com os votos contra do PS, PSD e CDU, que consideraram que o adiamento já foi objeto de reflexão.

Quando apresentou a proposta, na sexta-feira, Rui Moreira desafiou Marcelo Rebelo de Sousa a emitir um decreto presidencial que “determine que tais eleições não se realizem enquanto durar o regime de exceção ao abrigo do estado de emergência”, por considerar que a abstenção vai ser muito elevada “devido ao risco inerente” de exercer o direito de voto em tempo de pandemia.

Durante a reunião do Executivo, Rui Moreira considerou ainda ser “impensável” e “não compaginável” recolher, em poucos dias, os votos das pessoas em confinamento, bem como dos idosos residentes em lares. “Passa a ser mais um encargo considerável, não só de recursos financeiros, mas porque coloca enormes constrangimentos do ponto de vista operacional”, referiu.

O autarca enumerou ainda algumas das normas da Direção-Geral da Saúde para a recolha dos votos ao domicílio, entre as quais a necessidade das Autarquias garantirem equipamentos de proteção individual.

“Isso vai obrigar a que as equipas voluntárias com esta tarefa se desloquem, por cada visita, às instalações do Batalhão de Sapadores do Porto para proceder à troca de equipamentos, porque não o podem fazer na via pública. Queria que a diretora da Direção Geral de Saúde nos explicasse como é que isto pode ser feito desta forma”, criticou Rui Moreira, revelando que, para o voto antecipado, estão já inscritas 3500 pessoas.

Para a oposição, a questão já foi discutida no Parlamento e, por isso, não se justificava a recomendação do adiamento das eleições. No entanto, PS, PSD e CDU admitem a necessidade de ver esclarecida a questão relativa aos custos com a recolha dos votos.

Sublinhando ter ouvido especialistas de Saúde Pública sobre o assunto, o vereador socialista Manuel Pizarro defendeu que “os riscos de adiamento das eleições são elevados do que a pandemia”. “Os eleitores não vão conviver na mesa de voto”, destacou.

Já o vereador do PSD, Álvaro Almeida, considera que não ocorreu nada “anormal” que justifique o adiamento das eleições. Também Ilda Figueiredo, da CDU, recusou o adiamento do ato eleitoral.

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